

Em sua defesa, Hytalo Santos nega as acusações e afirma que sempre colabora com o Ministério Público. Ele declara que as mães das adolescentes acompanham as gravações e consentem com a participação das jovens.
Embora o termo "adultização" não seja um crime específico na legislação brasileira, a prática é combatida pelo ECA, que garante a proteção integral da criança e do adolescente.
A legislação brasileira reconhece sua "condição peculiar de pessoa em desenvolvimento" e proíbe qualquer forma de negligência, exploração, violência ou submissão a constrangimento.
O Ministério Público é o órgão responsável por zelar por esses direitos, podendo promover ações para proteger os interesses de crianças e adolescentes.
A investigação sobre Hytalo Santos reflete essa atribuição, buscando determinar se houve violações legais nos conteúdos produzidos.
O youtuber e humorista conhecido como Felca lançou um vídeo, na última quarta-feira (6), onde faz denúncias sobre a exploração de menores na produção de conteúdo online. Uma das acusações é direcionada ao influenciador Hytalo Santos, cuja conta no Instagram foi desativada na sexta-feira (8), após novas polêmicas envolvendo seu nome.
Felca, que possui mais de 4 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, apontou Hytalo Santos como alguém que cria e reproduz conteúdos que envolvem menores de idade diante das câmeras. Um dos exemplos citados é o de Kamylla Santos, uma jovem de 17 anos, cuja imagem, segundo Felca, é explorada de maneira sensual em suas produções.
O vídeo de Felca, que discute o tema da "adultização", já acumulou mais de 15 milhões de visualizações e mais de 100 mil comentários. Muitos usuários elogiam a postura de Felca e ressaltam a ausência de anúncios no vídeo.