

Após a famosa chuva de meteoros Perseidas, que atraiu os olhares para o céu em agosto, o mês de setembro trará os últimos eclipses do ano e boas oportunidades para observar certos planetas do Sistema Solar. A chamada Lua do Milho e o equinócio, que no Hemisfério Sul dá início a primavera, também marcam esse período.
A seguir, National Geographic apresenta quais são os principais fenômenos astronômicos de setembro de 2025. Descubra mais detalhes e programe-se para observar o céu nos próximos dias.
Na noite de domingo do 7 de setembro ocorrerá uma Lua Cheia – fase em que o satélite terrestre recebe o nome de “Lua do Milho” quando acontece no mês de setembro.
Essa denominação curiosa para a Lua tem origem no Hemisfério Norte, onde nesta época do ano (final do verão e início do outono, acontecia a fase de colheita do milho em alguns lugares da região. Por isso, Lua Cheia desse período também é conhecida popularmente por este nome, em decorrência ao alimento.

Um eclipse solar parcial é visto ao nascer do sol atrás da Estátua da Liberdade no topo do Capitólio, nos Estados Unidos, na quinta-feira, 10 de junho de 2021, de Arlington, Virgínia. Um eclipse como este ocorrerá em setembro de 2025, mas espera-se que seja visto apenas nas partes mais ao sul do mundo.
Paralelamente, no mesmo domingo 7 de setembro, a Lua cruzará a sombra da Terra, produzindo um eclipse lunar total que poderá ser visto desde a África Central e a Europa Oriental até a Ásia Oriental, Japão, Indonésia e Austrália, detalha o “Farmers’ Almanac” (enciclopédia norte-americana de conhecimentos sobre clima, jardinagem e outros temas publicado desde 1818).
O fenômeno será interessante de ser acompanhado onde possa ser visto, pois a totalidade desse eclipse será maior que a habitual, atingindo cerca de 83 minutos. No entanto, reconhece a fonte, “as Américas não verão este eclipse lunar total porque a Lua estará abaixo do horizonte e será dia durante o eclipse”.
Em seguida, no dia 19 de setembro, ocorrerá o eclipse lunar de Vênus, ou seja, o satélite da Terra passará na frente do planeta Vênus, ocultando temporariamente o planeta de ser observado desde o céu terrestre.
Esse fenômeno será visível na África, Rússia Ocidental, Canadá, Ásia e Europa, segundo o “Royal Museums Greenwich” (RMG), uma organização formada por quatro museus em Greenwich, na Inglaterra.
Antes do final do mês, ocorrerá também um eclipse solar parcial. Em 21 de setembro, o cone de sombra escura da Lua passará completamente por baixo da Terra, a cerca de 410 km abaixo do Polo Sul, produzindo um eclipse solar parcial, descreve a “Farmers' Almanac”.
No entanto, espera-se que apenas as regiões mais ao sul do planeta, ou seja, as mais austrais, observem o fenômeno. “A Nova Zelândia terá um escurecimento solar bastante significativo logo após o amanhecer”, diz a fonte. “Uma porção ainda maior do Sol ficará coberta em algumas partes da Antártida, mas provavelmente os únicos que verão isso serão os pinguins”, descreve a fonte.
Já de acordo com a Nasa (a agência espacial norte-americana), a região geográfica de visibilidade para este eclipse solar parcial abrangerá a Austrália e regiões na Antártida e ao sul do Oceano Pacífico e do Oceano Atlântico. Portanto, as pessoas localizadas no Brasil e em outros países latino-americanos não poderão percebê-lo.
O dia 21 de setembro será a ocasião ideal para realizar observações astronômicas graças à oposição de Saturno em relação à Terra.
Nesta data, o sexto planeta do Sistema Solar estará diretamente oposto ao Sol no céu e em perigeu (com a menor distância da Terra), portanto, será especialmente brilhante quando visto da Terra, indica o Instituto Nacional de Astrofísica, Óptica e Eletrônica (Inaoe) do México.
“Como um dos planetas mais visíveis a atingir a oposição, esta pode ser uma boa oportunidade para tentar capturar algumas fotografias de Saturno, o gigante gasoso”, destaca o RMG. O planeta será facilmente percebido a olho nu, embora para detectar seus anéis seja melhor usar um telescópio.

Uma foto do hemisfério completo da Terra, tirada pelo satélite GOES-16 (que fica posicionado sobre a América para monitorar a parte leste do planeta), no exato dia do equinócio de março. Nesse dia, a linha que separa o dia da noite no planeta fica perfeitamente reta, indo de um polo ao outro.
A palavra “equinócio” vem do latim aequinoctium, que significa “noite igual”. Ele ocorre duas vezes por ano, em março e setembro, e “marca o momento exato em que o centro do Sol cruza a linha do Equador do nosso planeta”, detalha a Nasa. Em outras palavras, durante os equinócios, o Sol brilha igualmente em ambos os hemisférios.
Esses momentos estão relacionados com a mudança das estações. Durante o mês de setembro, as pessoas do Hemisfério Norte dão início ao outono e as do Hemisfério Sul à primavera.
O equinócio de setembro de 2025 ocorrerá exatamente às 15h20 no Brasil, marcando o início da primavera no país – e em todo o sul global.