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Ciência

Humanos têm "sétimo sentido" semelhante ao de aves, sugere estudo

Pesquisadores britânicos identificam uma forma de “tato remoto”, ampliando a compreensão sobre os limites da percepção das pessoas; entenda como ele funciona

Publicada em 13/11/25 às 13:46h - 42 visualizações

por Kativa FM \\ Galileu


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A pesquisa indica que os humanos conseguem identificar objetos enterrados na areia sem tocá-los diretamente — Foto: Pexels  (Foto: Kativa FM \\ Galileu)

Você já ouviu falar em "sexto sentido"? A expressão diz respeito à intuição humana, que dá à nossa espécie a capacidade de perceber informações ou antecipar eventos sem usar cinco sentidos tradicionais. E se dissermos que humanos podem ter até mesmo um "sétimo sentido"? Bom, é isso que argumenta uma nova pesquisa feita por pesquisadores britânicos.

O estudo, conduzido por cientistas da Queen Mary University of London e da University College London, do Reino Unido, sugere que os seres humanos possuem a capacidade de perceber objetos antes do contato direto com eles – uma forma de “tato remoto”. A descoberta, publicada no dia 7 de novembro nos anais da Conferência Internacional de Desenvolvimento e Aprendizagem (ICDL), marca a primeira evidência desse tipo de percepção, que, até então, tinha sido observada apenas em aves.

Por mais que o tato humano seja tradicionalmente entendido como um sentido de proximidade, restrito ao toque físico, os resultados do novo trabalho desafiam essa visão. A pesquisa aponta que, assim como as aves costeiras são capazes de localizar suas presas escondidas a partir da detecção de sutis vibrações na areia, os humanos também conseguem identificar objetos enterrados sem tocá-los diretamente.

Experimento prático

Um experimento, apresentado na ICDL, pediu que voluntários movessem os dedos suavemente sobre a areia para tentar encontrar um cubo oculto. Surpreendentemente, os participantes conseguiram detectar a presença do objeto antes do toque físico, com uma precisão média de 70,7% dentro da faixa esperada de sensibilidade.

Com isso em mente, os pesquisadores compararam o desempenho humano com o de um sensor tátil robótico treinado com um algoritmo de memória de longo prazo (LSTM). Embora o robô tenha identificado objetos a distâncias um pouco maiores, ele apresentou uma taxa de acerto menor, de apenas 40%.

Segundo os autores, o fenômeno ocorre porque as mãos humanas são capazes de detectar minúsculos deslocamentos mecânicos na areia, produzidos pela presença de objetos estáveis sob o material. Essa percepção funciona como uma espécie de “reflexo” do movimento das partículas, semelhante ao mecanismo usado por aves que caçam sob superfícies arenosas.

“É a primeira vez que o toque remoto é estudado em humanos”, destaca Elisabetta Versace, líder do Laboratório Prepared Minds da Queen Mary e idealizadora dos experimentos, em comunicado. “Isso muda nossa concepção do mundo perceptivo, o chamado ‘campo receptivo’, em seres vivos.”

Potencial tecnológico e de aplicações

O potencial tecnológico da descoberta também é promissor. De acordo com Zhengqi Chen, doutorando do Laboratório de Robótica Avançada da Queen Mary, o estudo “abre possibilidades para o desenvolvimento de ferramentas e tecnologias assistivas que ampliem a percepção tátil humana”.

Entre as aplicações citadas estão robôs capazes de localizar artefatos arqueológicos sem danificá-los ou explorar ambientes arenosos de forma mais segura e precisa. Em tese, isso poderia ser utilizado no fundo do mar ou até em solo marciano.

Lorenzo Jamone, coautor da University College London, destacou o caráter interdisciplinar da pesquisa: “O que torna esta investigação empolgante é a forma como os estudos com humanos e robôs se influenciaram mutuamente. É um ótimo exemplo de como a psicologia, a robótica e a inteligência artificial podem se unir, gerando tanto descobertas fundamentais quanto inovação tecnológica”.

A equipe responsável pelo projeto acredita que os seus resultados ampliam a compreensão sobre o alcance do tato e podem inspirar novas abordagens no design de sensores táteis e sistemas robóticos mais sensíveis. Eles indicam, em última instância, que o corpo humano ainda guarda sentidos sutis e pouco explorados – um verdadeiro “sétimo sentido”.




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