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Delegado e esposa são alvo de investigação por desvio milionário em Goiás

Desde 2020, pelo menos 40 contratos sem licitação estariam envolvidos no esquema investigado

Publicada em 21/08/25 às 10:40h - 113 visualizações

por Kativa FM \\ Mais Goiás


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Contas bancárias bloqueadas e bens apreendidos visam recuperar parte do dinheiro desviado (Divulgação/MPGO)  (Foto: Kativa FM \\ Mais Goiás)
Um delegado da Polícia Civil de Goiás e a esposa dele são investigados pelo Ministério Público de Goiás por suspeita de liderar um esquema que teria desviado mais de R$ 2,2 milhões de dinheiro de escolas estaduais em Rio Verde. Nesta quinta-feira (21/8), o grupo foi alvo de uma operação que cumpriu um mandado de prisão e mais 17 de busca e apreensão no município citado e em Goiânia.

Segundo o MP-GO, o delegado é sócio de um instituto que teria sido favorecido em contratos de reforma de escolas, impressão de material didático e até na realização de concurso público da Câmara de Rio Verde. Desde 2020, pelo menos 40 contratos sem licitação teriam sido fraudados para beneficiar a empresa envolvida no caso.

Imagem dos mandados de busca e apreensãoMandados de prisão e busca foram cumpridos em Rio Verde e Goiânia (Divulgação/MPGO)

A Justiça também bloqueou contas e apreendeu bens dos suspeitos para tentar recuperar parte do dinheiro. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), com apoio da Polícia Civil e da Controladoria-Geral do Estado.

No total, participaram da Operação Regra Três, 19 promotores, mais de 20 servidores e cerca de 80 policiais e agentes de segurança. Foi a primeira ação do Gaeco Sul, criado no ano passado para reforçar o combate ao crime organizado no interior do Estado.

O nome dos envolvidos não foi divulgado, suas defesas não foram localizadas, e o caso segue em investigação, sem descartar novas ações contra outros possíveis envolvidos.

Delegado já foi afastado por corrupção

Esta não seria a primeira vez que o delegado é investigado pelo MP-GO. Em 2015, ele chegou a ser afastado do cargo por suspeita de corrupção depois de ter sido acusado de cobrar dinheiro de um fazendeiro que tinha recuperado gado roubado. Na época, ele e um colega teriam recebido cerca de R$ 10 mil da vítima. Em sua defesa, o delegado afirmou que usou parte do valor para melhorar as instalações da unidade policial.

Imagem no local das buscas
O Gaeco Sul coordenou a operação com apoio da Polícia Civil e da Controladoria-Geral do Estado (Divulgação/MPGO)



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