Pela manhã, a moeda americana operava em queda em relação a outras moedas. O euro avançava a US$ 1,1706, alcançando brevemente o maior valor desde 28 de julho. Já a libra subia para US$ 1,3544, atingindo o maior patamar desde 24 de julho. O dólar também registrava desvalorização em relação ao iene japonês, sendo cotado a 147,48 ienes. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas estrangeiras, recuava 0,30%, a 97,80 pontos, seu menor nível em duas semanas.
O movimento de queda no valor do dólar foi impulsionado por dados econômicos que surpreenderam o mercado. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que subiu 0,26% em julho, ficou abaixo da expectativa do mercado de 0,37%, alimentando o otimismo dos investidores sobre um possível corte de juros na próxima reunião do Fed, prevista para setembro. De acordo com o CME Group, 93,9% dos analistas projetavam uma redução da taxa de juros para a faixa entre 4% e 4,25%. Após a divulgação dos dados de inflação, a confiança do mercado aumentou, alcançando 99,9% de probabilidade de corte de juros.
Além dos dados de inflação, o enfraquecimento da confiança no dólar também foi impulsionado pelas recentes declarações de Trump, que indicaram uma tentativa de minar a independência do Federal Reserve. Trump disse que está considerando a progressão de um processo contra o presidente do Fed, Jerome Powell, por conta da reforma da sede do banco central.
“Para que o Fed adie cortes de juros em setembro é necessário que o mercado de trabalho siga robusto, e taxa de desemprego para cerca de 4,2%. Caso contrário, eventual enfraquecimento do mercado de trabalho pode reforçar call de redução da taxa na próxima reunião de setembro do Fomc”, complementa Rafael Passos, sócio da Ajax Asset.