

“Acreditamos que, sim, são graves, são sérias. São movimentações militares próximas de águas territoriais de outros Estados do Caribe”, afirmou. Ele também afirmou esperar que não haja a “invasão de mar territorial de nenhum país ou qualquer atividade hostil”.
Como a CNN mostrou, nas últimas semanas, os EUA atacaram embarcações no Caribe vindas da Venezuela, alegando que os barcos estavam supostamente carregados com drogas. Segundo o governo norte-americano, os ataques visam combater o tráfico de drogas para os Estados Unidos e o terrorismo.
Vieira destacou na reunião que o narcotráfico já é objeto de “inúmeros” acordos internacionais, com regras definidas. Sobre especulações em relação à presença da marinha norte-americana no Caribe e o uso de armas nucleares, o ministro reiterou a posição brasileira em prol do desarmamento e da não proliferação.
“Vivemos um momento crescente de polarização e instabilidade na América Latina e Caribe. Manter a região como zona de paz é nossa prioridade. Somos um continente livre de armas de destruição em massa, sem conflitos étnicos ou religiosos. A estabilidade da América Latina e do Caribe depende da preservação de seus valores pacíficos e da rejeição clara a qualquer forma de militarização que possa comprometer o futuro das próximas gerações”, disse.