Os números relativos ao estoque circularam dentro do governo federal na última semana, durante tensas conversas na administração Trump sobre por quanto tempo mais os EUA podem continuar atacando o Irã sem reduzir o estoque a níveis que limitem a capacidade militar de resposta a crises em outros lugares.
AVISOS SOBRE O FORNECIMENTO DE ARMAS
Uma das fontes afirmou que a redução dos estoques de ATACMS e PrSM refletiu uma decisão do governo Trump de evitar métodos mais arriscados de ataque a alvos iranianos, como o uso de aeronaves tripuladas para lançar bombas.
Como essas armas permitem que os militares ataquem alvos à distância, analistas afirmam que elas seriam valiosas em uma guerra contra um adversário com fortes defesas aéreas, como a China. Elas já foram usadas para atingir alvos dentro do Irã, de acordo com um relatório de março do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
Segundo o relatório, os estoques de PrSM eram baixos inicialmente, por se tratar de uma munição relativamente nova, mas as forças armadas dos EUA encomendaram um grande número delas para 2027. O Exército afirmou que os ATACMS estão sendo gradualmente desativados e que a produção está sendo transferida para os mísseis PrSM, mais modernos.
Líderes militares vêm alertando o presidente há semanas sobre a diminuição dos estoques de armas defensivas — incluindo os interceptores Patriot, eficazes contra mísseis balísticos —, disseram duas das fontes. Na semana passada, diversos veículos de imprensa noticiaram que Trump havia decidido não lançar outra grande ofensiva dentro do Irã, em parte porque seus assessores militares o alertaram sobre o estoque americano.
Um funcionário americano contestou essas versões, afirmando que Trump optou por não prosseguir com outro ataque devido à pressão dos países do Golfo.
O conflito no Oriente Médio gerou um intenso debate sobre a autoridade de Trump para conduzir hostilidades contra o Irã sem autorização do Congresso. Nenhum pedido de declaração de guerra ou autorização para o uso da força militar foi submetido ao Congresso.
Os estoques de armas defensivas também estão reduzidos.
Na semana passada, o CSIS publicou um relatório estimando que, entre fevereiro e julho, cerca de 65% dos interceptores Patriot foram utilizados e que o número de interceptores de mísseis balísticos THAAD nos estoques dos EUA era pelo menos 38% menor do que no início da guerra. Os sistemas Patriot e THAAD detectam e destroem mísseis e estão entre os mais eficazes do arsenal do país.
Embora a Reuters não tenha tido acesso aos números da oferta, esses números coincidem com dados internos dos EUA, disseram duas das fontes.
Os EUA também consumiram pouco menos da metade de seu estoque global de mísseis de cruzeiro Tomahawk, que geralmente são lançados de navios, desde o início da guerra, disse uma das fontes.
A Reuters não conseguiu verificar esse número de forma independente.
O Tomahawk é uma arma da Marinha, lançada de contratorpedeiros, cruzadores e submarinos, e há muito tempo serve como o principal meio da força naval de atingir alvos fortemente defendidos sem colocar os pilotos em risco.
A Força Aérea dos EUA chegou a um acordo provisório plurianual com o Pentágono com o objetivo de impulsionar a produção de mísseis Tomahawk, juntamente com aumentos em outras munições, enquanto Washington corre para reconstruir seus estoques.