

Segundo integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), a tendência é que os argumentos apresentados pela defesa de Gonet sejam acolhidos e que ele continue à frente dos casos.
A defesa sustenta que a participação de Gonet em um evento patrocinado por Vorcaro, antes de o empresário se tornar investigado, não é suficiente para caracterizar parcialidade.
O argumento é que a presença do procurador-geral em uma fotografia ou em um evento bancado por uma pessoa que posteriormente passou a ser alvo de investigação não configura, por si só, motivo para afastá-lo dos casos.
A discussão também reacende o debate sobre a necessidade de regras mais claras de conduta e ética para integrantes das instituições do sistema de Justiça.
Enquanto não houver uma regulamentação específica que estabeleça limites para esse tipo de situação, episódios envolvendo encontros, eventos e relações sociais entre autoridades e pessoas que posteriormente se tornam investigadas poderão continuar sendo utilizados em questionamentos sobre eventual parcialidade.
A definição de regras mais objetivas poderia alcançar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), magistrados e membros do Ministério Público Federal.